Cuidado com as gambiarras do Google

O Google tem como missão organizar toda informação existente, o que é uma tarefa um tanto complicada, ainda mais se levarmos em consideração que as informações são disponibilizadas das maneiras mais variadas e confusas possíveis. Sempre que o Google não consegue resolver uma consulta ou não mostra as respostas que deveria, está arriscando seu lucro, o que não é bom para nenhuma empresa em sã consciência.

Para conseguir ler todo tipo possível de informação, o Google cria algumas gambiarras, para que mesmo conteúdo disponibilizado de maneira “errada” possa ser lido e indexado de maneira correta e, muitas vezes, essas gambiarras viram padrões, alguns bons, outros nem tanto.

Programação Orientada a GambiarraUma das gambiarras que me ajuda muito é o link canonical, quando não existe solução melhor é uma mão na roda, o problema é quando ele é encarado como um padrão correto e como solução para todos os males. As pessoas começam a desenhar produtos que se valem do canonical para não terem que fazer a canonização na estrutura do produto e algo que foi criado para remendar um problema vira uma “feature”.

Recentemente, cai nessa mesma besteira, por ser  mais simples do que mudar a maneira como produtos são desenvolvidos e dar vazão para vontade cada vez maior dos desenvolvedores de usarem a últimas novidades em desenvolvimento, sem estragar a indexação, tinha decidido iniciar o desenvolvimento necessário para as “especificações” para indexação de ajax do Google.

Mesmo com tanta bagagem de ver essas gambiarras irem e virem, quase faço a besteira de me enrolar em uma “especificação” que tem um potencial de estrago absurdo.

Graças a 2 textos que li hoje, deu tempo de evitar isso e partir para uma solução bem melhor e que não agride os padrões web. Esta solução se aproveita da API de manipulação de histórico do HTML5, disponível nos navegadores mais recentes, possibilitando a mudança das URLs, sem reload do navegador.

A solução já é usada no GitHub, por exemplo e funciona muito bem. Se o navegador do usuário não tiver os últimos recursos, vai funcionar como uma página normal, com reload, se tiver, funciona como queremos. Só resta descobrir uma maneira de fazer o IE funcionar bem com isso, até já tenho uma idéia (que é uma gambiarra, mas, infelizmente, só dá para lidar assim com o IE, até que ele consiga acompanhar os padrões).

Obrigado ao  @bill_slawski por compartilhar os textos e ao @peleteiro por me mostrar a solução do GitHub.


Clicky adiciona suporte as tags de campanha do Analytics

Clicky - Relatório de campanha

Finalmente, o Clicky adicionou suporte ao acompanhamento de campanhas usando os mesmos parâmetros do Google Analytics, era de se esperar que isso acontecesse, mais cedo ou mais tarde, uma vez que muitas pessoas usam os dois juntos.

O Google Analytics é ótimo para análises mais profundas de comportamento, porém, sua informação só é confiável depois de 36 horas, o que torna verificações de curto prazo impraticáveis.

Já o Clicky, com suas estatísticas em tempo real ajudam a descobrir coisas enquanto estavam acontecendo, permitindo que sejamos muito mais ágeis nas nossas tomadas de decisões.

Verifico os dados no Clicky mais vezes que no Analytics, que só tenho usado para análises mais profundas.

Antes, o acompanhamento de campanhas com o Clicky já era possível, mas era, no mínimo, complicada de fazer, pois tínhamos que configurar cada uma das campanhas no painel do Clicky. Agora, é tão simples quanto criar um link, mais simples ainda, sendo os mesmos parâmetros do Analytics, pois muitos já usam os links de campnhas com estes parâmetros.

Se o Clicky, que nasceu para ser uma ferramenta de estatística em tempo real, continuar a adicionar recursos no ritmo que vem fazendo, vai acabar se tornando um substituto definitivo para o Google Analytics e não será mais necessário ter os dois ao mesmo tempo. Se bem que, para a maioria dos usuários, o Clicky já dá muito mais informações do que irão usar em qualquer análise.


Riot: Como Otimizar Imagens

Riot - Redução de Imagens

Ótimo programa para reduzir o peso das imagens

Com a velocidade de carregamento das páginas se tornando um fator oficial para ranqueamento das páginas, tudo que pudermos fazer para reduzir o peso da página é sempre positivo. Entre as várias coisas que podemos fazer está a agregação e compactação de scripts e css, mas uma área onde podemos ganhar muito é na compactação das imagens.

Como todos sabem, não sou designer, em geral compro os temas de designers, que pensam muito mais na apresentação do que na otimização do site (isto está correto, afinal esse é o trabalho deles), então, as imagens costumam ser com a melhor qualidade possível. O que aumenta bastante o peso total da página. A home do BrPoint, por exemplo tem um tamanho total de 1,05 Mb, leva quase 19 segundos para carregar e faz mais de 160 requisições. Segundo o GWT, isso quer dizer que o site é mais lento que 98% dos demais sites. Tenho muito que mudar.

Quase 50% de redução no tamanho da imagem, sem qualquer trabalho.

Desses 1,05 MB, em torno de 748Kb são imagens, se eu pudesse reduzir isso pela metade já seria um ganho de, quase, 35% no tamanho da página. É ai que entra o Riot, que vi no Baixatudo. O programa parece milagroso. Em um simpĺes teste com o logo do BrPoint, consegui, brincando com o número de cores indexadas no GIF, chegar a metade do tamanho. Isso sem qualquer diferença visual.

O melhor é que o software funciona bem no Linux, usando o Wine. O único problema que apresenta é que ele não fecha de primeira, mas dá para atualizar todas as imagens que você precisa e fechar só no final.

Este final de semana começa a caça as imagens gigantes, para tentar melhorar o desempenho de todos os meus sites. A próxima vítima são os JSs, que, no caso do BrPoint são muitos, terei que remover alguns ou colocalos em outro lugar, mas isso vai ficar mais para frente.


A marca venceu

Marca

Marca

Há algum tempo estou tentando organizar a bagunça que se formou nos meus blogs. Uma série de fatores culminou no quase abandono dos meus blogs e extrema falta de tempo para fazer qualquer coisa online. Até manter o Twitter, que, a princípio, é algo rápido e simples tem ficado cada vez mais difícil.

Nos últimos 2 ou 3 anos, fiz uma série de escolhas profissionais que me deixaram cada vez com menos tempo, quem tem um contato menos virtual comigo acaba sabendo da quantidade de coisas que ando fazendo.

Esse monte de projetos tem me deixado muito feliz e tenho obtido ótimos resultados em várias áreas, mas sempre tem uma que ficou de lado, que eram os blogs.

Um pouco de história

Em 2005, comecei nesse mundo de blogs, com um domínio que eu não tinha o que fazer, então resolvi usar um blog, pois era a maneira mais simples de atualizar um site, sem ter que me preocupar muito com muita coisa. Dei sorte, pois comecei em uma época que os blogs estavam começando a despontar como a futura-nova-mídia-aniquiladora-de-todas-as-outras e eu levava um certo jeito para a coisa.

Com o passar do tempo e com o aumento da relevância do meu blog, resolvi criar uma marca, explorar um nicho de mercado que ainda não tinha concorrentes no Brasil e assim,nasceu o BrPoint, um blog para falar sobre minha experiência como problogger e depois em SEO, coisa que eu já trabalhava, mas como quase ninguém sabia o que era no Brasil, não adiantaria muito falar sobre.

Com a evolução do meu blog, segui o processo natural e fui criando uma série de novos blogs. Em um dado momento, cheguei a ter mais de 30 com atualizações freqüentes e mais de 100 no total. Uma tinha mais sucesso que o outro e cada vez mais especializados, sendo que muitos nasceram de pedaços do BrPoint, o que deixava o BrPoint cada vez mais especializado. Cheguei ao limite do nicho, pois comecei a escrever sobre SEO para probloggers. Passei muito da conta.

Isso tudo me deixou com uma série de blogs que cumpriam seu papel de gerar dinheiro e tráfego, mas a minha imagem como blogueiro começou a desaparecer aos poucos e eu estava tão especializado que cada dia era mais difícil escrever em cada um dos blogs, assim, fui deixando cada um morrer. Um sacrilégio, se pensar no que esses blogs me proporcionavam, mas algo que eu precisava fazer.

Blog Burn Out

Em um dado momento, toda essa especialização, todo esse dispersão começou a me congelar como blogueiro, apaguei inúmeros posts que escrevi só porque achava que não era digno de estar no BrPoint, porém eram técnicos demais para os outros blogs. Criei um sentimento de cobrança, que hoje vejo que foi uma grande besteira, mas experiência é algo que só vem com o tempo, infelizmente, nunca havia passado por isso antes.

Como já estava me sentindo assim e o tempo cada vez mais curto, acabei por abandonar de vez todos os blogs, deixando-os a própria sorte para ver no que dava, enquanto eu procurava uma motivação para escrever novamente. Tentei retornar várias vezes, mas a pressão que criei em torno do BrPoint sempre me congelava, pois ao mesmo tempor que não queria escrever aqui, queria que este blog voltasse a ser o que era antes.

Um blog pessoal

Durante algum tempo, tentei voltar a escrever em um blog menos técnico, mais pessoal. Invariavelmente, escrevia uns 2 ou 3 dias com vontade e parava novamente, cansado dos poucos resultados e da falta de foco em algum tema. Um blog pessoal, por mais que nunca tenha sido muito pessoal, sempre tem um lado desinteressante, mesmo para mim, que estou escrevendo, fico imaginando como não é para quem está lendo.

Não dava outra, ficava encostado de novo, troquei vários domínios, na esperança de que esse fosse o problema. Estava sempre procurando um endereço mais legal que o outro para ver se isso me animava, mas não tinha jeito, sempre lembrava que o BrPoint estava largado.

Hora de mudar

Faz, mais ou menos, 2 meses que resolvi que mudaria isso de vez ou deixaria de blogar. Cheguei ao ponto de pensar em direcionar tudo para um domain parking para esquecer de vez essa história. Foi quando resolvi que uniria os blogs, de forma que um emprestasse ao outro o que faltava.

O BrPoint emprestaria mais relevância e o Pessoal emprestaria um jeito mais “light” de escrever, pensando no SEO, resolvi usar o primeiro domínio que tinha usado para os blogs, que é um domínio muito forte e antigo, me ajudaria a ficar bem posicionado sobre qualquer coisa que desejasse escrever.

Hoje era o dia de fazer a migração, já estava tudo pronto. Todos os posts importados, plugins configurados etc… Deu um bocado de trabalho. Hoje, sondei algumas pessoas, sem entrar muito no mérito do que eu estava falando. Gosto de discutir assuntos e ver novos pontos de vistas, assim, posso sempre formular uma opinião melhor do que o que eu estava pensando inicialmente.

Acabei optando pela marca

Mesmo com o outro domínio sendo muito forte, durante o dia de hoje, lembrei de quanta coisa o BrPoint já me proporcionou e de como as pessoas estão acostumadas a me conhecer como o “Bruno Alves do BrPoint”, a marca ficou maior que meu nome e eu não poderia deixá-la sumir.

Fiz até uma mini-enquete no Twitter que foi respondida assim:

  • Enquete rápida: Me preocupo com SEO ou com Branding?
  1. Flávio Raimundo flavio_raimundo @brunoalves Se preocupe com Branding no SEO! Simples assim! about 8 hours ago
    from Seesmic
    in reply to brunoalves

  2. Diogenes Passos NOIX diogenespassos @brunoalves Ao se preocupar mais com #SEO agora, o Branding vai ganhar naturalmente no futuro. O inverso ñ rola. about 9 hours ago from web in reply to brunoalves

  3. Tio .faso tiofaso @brunoalves SEO funciona para web, branding funciona para web e para o mundo físico. E o branding pode ditar regrinhas de SEO! X) about 9 hours ago from TweetDeck in reply to brunoalves

Como podem ver, as opiniões são bem balanceadas entre marca e SEO, mas na hora de apertar o botão, para mudar a configuração, acabei decidindo pela marca e passando todos os textos para cá. O BrPoint, passa a ser o único blog que tenho que é realmente um blog.

O que muda?

Para a maioria das pessoas não muda muita coisa. Fiz todos os redirecionamentos, configurei o FeedBurner, tentei não fazer nenhuma atualização automática de status em nenhuma rede, assim ninguém ficaria muito louco etc… Acredito que tudo vai ficar certo e, tendo apenas um blog, será mais fácil, acertar qualquer problema que venha a ocorrer.

A única coisa que tive que remover foi o Intense Debate, com o mundo de novos posts e comentários que vieram para este blog ele ficou completamente perdido e daria muito trabalho para acertar. Como estou querendo reduzir o peso geral de carregamento do blog, um script a menos acabará sendo benéfico.

Devo levar uma escrita bem mais light por aqui, não tanto que vire um blog pessoal, mas pelo menos o suficiente para que eu não precise de 4 a 5 horas para produzir um único texto. Espero que fiquem felizes com as novidades. O nao que vem promete muito, tanto para SEOs quanto para Blogueiros.

Se alguém encontrar algo de errado, favor me avisar.


Google Caffeine em Janeiro

A fase de testes acabou, hora de começar a colocar para funcionar. O Caffeine já está ativo em um dos Datacenters do Google (que devem divulgar o IP, para quem quiser continuar testando). E, só depois das festas do final de ano que deve ser expandido para todos os datacenters.

Back in August we mentioned a developer preview of Caffeine, which is new technology that improves our indexing infrastructure. The feedback on Caffeine has been very positive, so we’re ready to move from the developer preview to the next stage of the roll out: going live with Caffeine at one data center. This means that a small percentage of Google’s users will benefit from the technology behind Caffeine in their regular searches.

Link: Matt Cutts: Gadgets, Google, and SEO

Se acessar o Developer Preview, agora, vai receber a mensagem:

We appreciate all the feedback from people who searched on our Caffeine sandbox.

Based on the success we’ve seen, we believe Caffeine is ready for a larger audience. Soon we will activate Caffeine more widely, beginning with one data center. This sandbox is no longer necessary and has been retired, but we appreciate the testing and positive input that webmasters and publishers have given.

Link: Caffeine Sandbox

O que muda com o Google Caffeine?

Podemos esperar algumas mudanças pelo que pode ser visto no Sandbox, como, por exemplo:

  • Mais velocidade – Esse é um dos pilares do Caffine, ele é mais rápido para indexar e processar as consultas, em alguns casos chegando ao dobro da velocidade do algoritmo atual. Será uma grande ajuda para o Google conseguir lidar com os dados do Twitter, por exemplo.
  • Maior competição – Com mais velocidade, o índice vai crescer muito, trazendo mais competição, principalmente para as palavras “head”.
  • Não é tão link centered – Mesmo que links ainda sejam uma parte importante do algoritmo de classificação, o Google vem diminuindo cada vez mais sua influência, tendo, inclusive, removido esta informação do Google Webmaster Tools. O Caffeine dá mais ênfase a essa mudança, mostrando páginas com poucos links em posições um pouco melhores.
  • Universal results mais “misturados” – Ao invés de colocar resultados por imagens, vídeos e notícias no topo, esses elementos vão para o meio da SERP, o que volta a aumentar a força dos primeiros resultados e deve reduzir a distração em relação aos anúncios do topo da página.
  • Mais Universal results – Apesar de estarem mais “misturados”, aparecem com mais freqüência, ocupando quase o dobro do espaço que ocupa hoje.
  • Resultados mais “sociais” – Os resultados do Google sempre foram muito centrados em informações (ao contrário do Yahoo, por exemplo, que é mais focado na área comercial), porém, no Caffeine as coisas parecem mudar um pouco, principalmente para compartilhamento de mídia (com um belo boost para o Youtube).

O que eu preciso fazer para me preparar para o Caffeine?

Se você segue os princípios básicos de SEO, não há muito com o que se preocupar, sites bem construídos, com SEO bem planejado e bom conteúdo, continuam ranqueando bem, mas existem algumas coisas que podem ajudar a melhorar a posição do seu site no Caffeine, como:

  • Maior interação social – Se seu plano de mídias sociais está na gaveta até hoje (ou se é um post-it, que está mais na moda), é hora de começar a pensar em colocá-lo em prática.
  • Maior foco em on-page SEO – Quando links perdem a força, o SEO das páginas e do site como um todo ganham força, é hora de parar para olhar o que está fazendo de errado e certo.
  • Continue fazendo o que faz bem – Quase nada do que é bom para o algoritmo atual passou a ser ruim, algumas coisas perderam força, outras ganharam, mas na média o que ajudava no posicionamento, continuará ajudando.
  • Mais atenção para “long-tail” – Se com todo hype do long-tail, você ainda não começou a prestar atenção nos termos de busca com mais de uma palavra, não tem mais como não fazer. Head Shot só são bons para dizer como você é um bom SEO, para tráfego e dinheiro, long-tail é muito melhor. Como eu disse, boa parte do tráfego é gerado por essas consultas e isso vai ficar muito mais evidente com o Caffeine.


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