O que é ejaculação precoce?

A ejaculação precoce ou prematura trata-se de uma ejaculação que ocorre de uma forma “antecipada ou mais rápida” que o desejável pelo homem.

A ejaculação precoce masculina é um problema que afeta até 20 a 30% dos homens, podendo surgir em todas as idades. Pode ser subdividida em:

  • Ejaculação precoce primária ou vitalícia – surge desde o início da atividade sexual e manifesta-se em todas ou quase todas as relações sexuais; presente em cerca de 25% dos casos de ejaculação prematura.
  • Ejaculação precoce secundária – surge em determinado período específico da vida sexual da pessoa, pressupondo uma experiência ejaculatória prévia normal. Presente em cerca de 75% dos casos de ejaculação prematura.

Outras formas de ejaculação prematura, não reconhecidas como patologias (doenças) mas sim como variações do normal, são:

  • Ejaculação precoce natural variável – quando presente ocasionalmente e em determinadas relações sexuais ou com determinadas parceiras sexuais; não é considerado patológico mas apenas uma variação normal do tempo de ejaculação do homem.
  • Ejaculação precoce subjectiva – homens que referem ter ejaculação prematura atendendo ao que desejavam ser o seu desempenho sexual, embora apresentem tempos até à ejaculação considerados normais.

Causas

As causas mais frequentes para a ejaculação prematura são:

  • Causas psicológicas – neste âmbito podemos incluir algumas doenças como a depressão e os distúrbios de ansiedade, ou outras condições mais frequentes como o nervosismo e a ansiedade de desempenho sexual;
  • O stress e cansaço;
  • Problemas de relação / interpessoais e disfunções sexuais femininas (tendência do homem em abreviar a relação sexual se a parceira tiver dor ou desconforto durante o ato sexual);
  • Disfunção erétcil (ereções de curta duração ou com pouca rigidez propiciam a que o homem deseje atingir rapidamente o orgasmo e a ejaculação);
  • Suspensão de determinados fármacos ou toma de drogas recreacionais;
  • Prostatite ou hipertiroidismo.

Sinais e sintomas

Os sinais e os sintomas mais comuns dependem da causa subjacente à ejaculação prematura. Deste modo, podemos estar perante múltiplos sinais como:

  • Ereções de curta duração ou pouca rigidez;
  • Insónias, mau humor, stress e cansaço;
  • Perda de peso e tremor;
  • Disfunções sexuais da parceira, como dor durante o ato sexual (dispareunia);
  • Dor pélvica crónica (ver prostatite crónica);
  • Infecções urinárias recorrentes;
  • Perda de vontade sexual, entre outros …

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Diagnóstico da ejaculação precoce

O diagnóstico e estudo da ejaculação precoce é feito, habitualmente, pelo médico urologista (especialista em urologia).

Existem alguns testes laboratoriais destinados a estudar a causa subjacente a esta patologia como as análises da testosterona, das hormonas tiroideias, glicemias, ficha lipídica, etc.

Pode também ser necessário alguns exames imagiológicos, como a ecografia prostática (da próstata) em determinados casos, entre outros que o médico julgue necessários.

Ejaculação precoce tem cura?

A probabilidade de cura definitiva varia com a causa subjacente. O tratamento desta causa geralmente cursa com resolução da ejaculação precoce. Nos casos de origem em problemas inter-relacionais do casal ou problemas psicológicos como ansiedade, stress, frustração ou depressão, o tratamento pode ser mais lento e necessitar de várias sessões de psicoterapia sexual.

Tratamento

tratamento da ejaculação precoce visa controlar ou retardar a ejaculação, ou seja, através de soluções terapêuticas que permitam prolongar e tornar o ato sexual mais satisfatório (demorar mais tempo até que seja atingida a ejaculação).

Antes do recurso aos medicamentos ou à psicoterapia devem ser tentadas algumas técnicas que permitem evitar a ejaculação precoce:

  • Exercícios de “start and stop” – fazer pausas ou suspender temporariamente (segundos a minutos) a atividade sexual nos momentos de maior excitação;
  • Masturbação prévia – pode ter um bom resultado, fundamentalmente, em doentes jovens, com boa função erétil e período refratário curto (espaço de tempo pequeno em obter uma ereção após a ejaculação);
  • Exercer pressão sobre a glande nos momentos prévios à ejaculação – despoleta reflexo fisiológico que inibe a sensação de prazer e diminui a probabilidade de ejaculação;
  • Exercícios de distração mental – incentivar a pensamentos não eróticos nos momentos prévios à sensação de ejaculação iminente – exemplos: elaborar lista de compras, planear o dia seguinte, etc.
  • A sensibilidade ao pénis pode também ser reduzida com o uso de um preservativo ou creme de anestesia tópica (lidocaína-prilocaína). Na utilização da pomada ou gel aplicado no pénis é necessário deixar absorver antes da relação sexual ou utilizar um preservativo para impedir a passagem de anestésico para a parceira. Embora o tempo para a ejaculação seja prolongado, uma percentagem significativa de homens experimentou menor prazer (dormência peniana) ou perda de ereção.

No tratamento da ejaculação prematura podem ser usados alguns medicamentos (ou remédios) orais (em comprimidos), a saber:

  • A Dapoxetina é o fármaco mais comummente utilizado na ejaculação prematura, com indicação de ser utilizado “on demand” (quando necessário) antes da relação sexual.
  • Outros fármacos como a Paroxetina também podem ser utilizados com este objetivo, diariamente ou SOS, embora necessitem de maior vigilância médica.
  • Inibidores da 5 fosfodiesterase, como o citrato de sildenafila ou simplesmente sildenafil, são úteis nos doentes que apresentem associadamente disfunção erétil.
  • Macho man gel anestesico.
  • Max power men

O recurso à psicoterapia ou terapia comportamental pode também ser muito importante no tratamento da ejaculação prematura. Em casos específicos, é necessário terapêutica psicossexual específica dirigida a fobias, transtornos sexuais, alterações da relação interpessoal, a transtornos de ansiedade, depressão, etc..